23.9.08

Amy TooMuchWine-House

Não é novidade que a Rolling Stone tem as melhores entrevistas do mundo (É exagero!), mas dá para entender as razões! A fórmula:

pegue o maior ícone pop da atualidade

+

um repórter tão maluco quanto o
entrevistado

+

bata com força no ponto fraco do
artista
a cada edição até ele ficar com raiva e decidir dar a entrevista
para ser superior

+

consiga a qualquer preço sua entrevista.

O último elemento é ainda mais importante. Pois é literalmente!

Então, sem mais, (um dia ainda colocaremos trechos da história do Truman Capote e do Andy Warhol, mas fica para depois), quero fala sobre ela: Amy Winehouse. A diva do R&B que está ficando louca e, por isso, vai virar um mito.



Na Rolling Stone Brasil do último mês, a fofa aparece com o rostinho estampado e devastado pelo estrondoso sucesso (e algumas outras coisinhas) na capa. E vamos para entrevista... Que não é uma entrevista! É uma reportagem, mistura de entrevista, narrativa e descritiva em que a repórter fala de uma noite que passou com a cantora, misturando informações sobre sua carreira.

Então, vamos lançar um desafio aos repórteres do mundo! Se VOCÊ conseguir uma entrevista com Amy Winehouse (não vale depois do Rehab, tem que ser agora bem no meio do You know I'm no good), em que ela fale uma frase que faça sentido por mais de 30 segundos, você ganha um vídeo exclusivo das donas deste blog encarnando o Banana Split!

Brincadeira, nós faríamos de qualquer jeito, mas é simplesmente impossível falar com ela, pois digamos que a fofa não fala nada com nada. E a Rolling Stone, simplesmente consegue o melhor perfil traçado de Amy Winehouse até o momento! Sem mentiras e sem exageros. Você simpatiza com a moça, ao mesmo tempo que sente raiva pelo extremo talento jogado fora e dó pelo mesmo motivo. Tudo isso pela simples descrição de uma noite em que a repórter passou com Winehouse. Descrição: ambiente, a comida pelo chão, fotos de baixaria no PC etc.



Com certeza, até mesmo pela idolatria que Amy provoca, e pelo que provavelmente ela será no futuro (ou uma heroína morta, ou uma estrela pop que ressurge das cinzas), a entrevista marca a história da revista, da repórter Claire Hoffman, e ensina aos amantes da música, e por isso mesmo de personagens complexos demais, a contarem uma boa história.

Já leu a entrevista? Edição 24 da Rolling Stone Brasil (setembro).
Peça para o amiguinho ao lado que comprou, e diga que você empresta sua Piauí! Vamô lá, Brasil! Por revistas mais baratas e salários mais altos aos jornalista – e estagiários – do mundo.

1 Responses (Leave a Comment):

Carla said...

Nunca imaginei que a soma entrevista conseguida a qualquer preço + Amy Winehouse + Banana Split + reivindicação trabalhista + perfil de alguém que não fala nada com nada pudesse dar certo. E não é que dá!
Apresentar aquela soma dos ingredientes que a revista usou para conseguiur o dito melhor perfil da cantora até agora (que eu estou super curiosa para ler, diga-se de passagem) me fisgou como leitora pela curiosdade.
A leveza e a diversão do texto estão em perfeita sintonia com o que me parece ser a proposta do blog. Bjuss