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20.7.09

Siiiiigura Peão!

Como propaganda é a alma do negócio e relembrando minhas origens de assessora num passado longínquo... Vim falar nesse post de uma entrevista incrível-de-maravilhosa-de-tudo-de-bom que fiz com a superparceira baterista Camila Pastorelli pra Revista Globo Rural... Com os superfofos Sérgio Reis, Cézar e Paulinho e Gian e Giovani.

Como eu quero reverter clicks para o site da corporação rs rs Toma aí o link da entrevista com um vídeo incrível feito pela Camila e editado pela Fê, com uma capelinha maraaaaa...

Agora contando um pouquinho do off interview: eu quase gritei quando o Gian e Giovani tocaram Ainda Ontem Chorei de Saudade (vai lá no link, teimosia! Assim ocê vê tamém), música de Moacyr Franco, que me lembra muitas coisas. A primeira vez que eu ouvi essa música foi nas vozes da dupla João Mineiro e Marciano. Os anos em que eu ia para as Gerais passar as férias na casa da minha tia Ana, os CDs de sertanejo que ouvíamos toda vez que pegávamos estrada (viajar para meus pais é sinônimo de overdose de sertanejo! rs)...

Durante a entrevista, os cantores falaram muito do apoio deles às novas duplas. E uma coisa que eu nem tinha parado para pensar: sertanejo universitário. O Sérgio disse durante a entrevista que o jovem universitário que vai estudar no interior sempre foi um público do sertanejo... Ou seja, o tal sertanejo universitário já existe há muitooooooo tempo... E eu lá com aqueeeela cara de rocambole na frente do Serjão, como se tivesse descoberto o Brasil!


Também rolou de eu tomar uma bronca da minha vó nesse final de semana, porque eu não falei dela para o Gian e Giovani... Vó de piriguete, né?!?!
Vai lá e dá uma olhadinha na entrevista que para quem gosta de música regional, vale muito a pena!

Agora de volta a nossa programação normal: Chora, me liga! (Que não "embedo" no blog pois teria o protesto de todas as garotas do Amplifika... G-zus, apaga a luz!)

4.12.08

Os Donos do Pedaço

Diagramação que de tão hypada é confusa pacas, críticas tão falaciosas quanto este post, e um fetiche por listas, rankings e indicações. O que faz a Rolling Stone ser o que é hoje na cobertura musical é a autoridade que adquiriu na área. A gente pode criticar, detonar e esculhambar, mas não fazemos o trabalho que ela faz. Não que seja uma premonição de que "depois da RS não haverá nada melhor", mas se houver, será completamente baseado no projeto da revista, ainda que seja um anti-RS. Ela mostrou como fazer jornalismo musical e propagar a cultura pop no mundo.




Essa passividade do leitor em assimilar o que a RS prega é mais culpa do próprio leitor do que uma imposição da revista. É o que se chama de "delegação do saber". O leitor da Rolling Stone (aquele que sente que entende pouco de bossa nova...) admite que não sabe tanto quanto os profissionais da revista e aceita o que lhe é indicado. Para Philippe Breton e Perelman essa delegação costuma vir carregada de uma série de argumentos contra, pois defendem a idéia do discurso de autoridade vir carregado de valores coercitivos.



Então, se ela falou, tá falado?


Não é bem assim, fofa (o)! Acontece que com a quantidade de informação pululando no dia-a-dia e na tela do PC, é preciso selecionar o conteúdo com o que gastamos um tempo precioso, ou seja, nesse caso a RS falou: merece atenção. E isso é tão evidente que a revista, inclusive, costuma a pautar o restante do jornalismo... Mais conhecido no vocabulário redacional como chupinhar (ou seria xupinhar?): as revistas brasileiras de cobertura musical chupinham (xupinham) as idéias da RS (nacional, mas principalmente internacional) para reproduzi-las em suas próprias revistas, adaptando ao formato e púlbico-alvo de cada uma.


Então, ainda que você não seja fã da RS, vale dar uma olhadinha na próxima edição e ver se a sua revista favorita faz alguma coisa que a RS já faz. A partir daí, você vai conseguir entender um pouquinho do porquê esse grupo escolheu essa revista, além de falar de Britney e colocar Madonna na capa... O que por si só já é incrível, convenhamos!






BEIJO, ME DESLIGO DA RS!!

25.11.08

TOP 100 RS II

Ainda não deixei meu comentário sobre o ranking da Rolling Stone de novembro e antes que alguém fale que não aproveitamos essa "manancial de críticas"...

First of all: enquanto estamos a nos dilacerar por melhores posições para os nossos cantores favoritos, os editores da revista estão nos States recebendo os parabéns da RS internacional, em uma comemoração com a presença de Barack Obama!


Tá mentira... A questão, pequenos camponeses, é que as listas são feitas única e exclusivamente para causar polêmica, ou seja, para vender (siiiiiiim, capitalismo!). É preciso ser um bocado pretensioso para fazer um ranking e a Rolling Stone pode! Afinal, tem muita gente babando ovo para ela. Tô mentindo?

Para iniciar a análise... Credo! Que palavra horrível! Vamos mudar senão ninguém continua: Para esculhambar a Rolling Stone, deve-se admitir tal premissa: Nenhum ranking é objetivo, ou empírico. Mostre-me um ranking que seja a verdade kantiana (AI DONTI SPIQUI ABAUTI RELIDION) que eu te devoro!

Posso me deixar convencer pela lista por três motivos: ressonância, curiosidade e interesse.

A ressonância baseia-se em explorar o universo do leitor, o que ele já acredita e respeita, e usar como base da argumentação. Em outras palavras, ressonância é chover no molhado. Para exemplificar, tem coisa mais coxinha do que colocar Tom Jobim no topo da lista?

Com isso, a Rolling Stone ganha seu coração. A foto do abre mostra um Jobim tão guty, que logo você lembra que a luz dos olhos meus e a luz dos olhos teus blablablá. Como já explicado pela integrante Darth Vader do blog: anos 60 é um lugar muito seguro! Quero ver colocar no topo da lista alguém dos anos 80 que você ouve enlouquecido dentro do carro na Nova Brasil FM! Bom, e aí as 10 primeiras posições são tão conservadoras que logo se percebe que há um pacto entre os jornalistas musicais (chegamos, inclusive, a conclusão de que eles andam uniformizados pela Vila Madalena, mas isso fica para outro post). E o leitor fica sempre sem palavras quando se trata de bossa nova, afinal o MUNDO parece saber mais sobre o estilo do que ele (afinal, brasileiro que viveu a bossa nova, já não lembra das letras... AAAAAAAAAIIII, maldosa!). Só digo isso para você, pobre mortal, que entender bossa nenhuma, é super normal!

Fim da ressonância. Bóra para a curiosidade ou o post vai ficar gigante.

Curiosidade como todos sabem é aquilo que matou o gato. Estimular a curiosidade abre terreno para a argumentação, pois nela está inserido um desejo de mudança. É como se eu olhasse para a lista e pedisse: me convença! Para ser convencida, eu aceito argumentos que são uma apresentação particular dos fatos, exemplo: O D2 está na lista, poxa! Mas, mantenha o respeeeeeeeeeito... (mágoa, pois eu já desmaiei em um show dele)!

Se eu pensar que o fofo está atrás da batida perfeita, que é uma representação da voz dos morros, que já tocou com Sérgio Mendes e Otto, que isso, que aquilo... Ele é muito bom e merece estar na lista. O leitor da Rolling Stone que já está pregado na parede, aí diz:

"Ah, assim sim!"

E todo mundo fica feliz. O homem separado da obra, pois já não interessa o que ele fez de escroto nos anos de Planet Hemp. Para fazer valer minha opinião, ressalto apenas as características convenientes à minha argumentação (espertinhos...).

Quando há uma coerência entre a personalidade e os atos (quando ele é "O cara") analisados em questão, temos um mito:

"Apesar de você, amanhã há de ser, outro dia..."

(Para entender melhor o conceito de curiosidade, ler também os perfis de Daniela Mercury, Mano Brown e Genival Lacerda).

Último de tudo: o interesse. Nesse conceito reúnem-se os publicitários que sabem que as listas vendem e que querem vender os anúncios gigantes que vão na Rolling Stone, mas também a vontade do leitor de um enquadramento de idéias que lhe seja conveniente e gere uma economia de pensamento. O leitor da RS é alguém que tem que trabalhar, estudar, ler Kafka, assistir ao filme do Meirelles e ouvir todas as centenas de bandas novas que a RS apresenta todos os meses (nem vou dizer o que ele faz nas horas que deixa de ser poser) (AAAAAAAAAAIII, ácida!). Acontece que se a RS poupa ao leitor o trabalho de elaborar uma das milhares de opiniões sobre tudo o que ele tem que ter... Ótimo! Economia de muito tempo útil... Afinal, elaborar um ranking musical? Ninguém merece!

24.11.08

Sobre cobertura musical

Porque nós super gostamos de música, achamos ótimo analisar como é feita a cobertura de shows, e os perfis de artistas e críticas de CDs.

E também porque é fim de semestre e nós precisamos de notas boas, decidimos intensificar nossas análises e abrir o campo para outros veículos, não ficando apenas na RS.

Portanto, preparem-se para mergulhar no maravilhoso mundo da... euh... cobertura musical.



bora