Diagramação que de tão hypada é confusa pacas, críticas tão falaciosas quanto este post, e um fetiche por listas, rankings e indicações. O que faz a Rolling Stone ser o que é hoje na cobertura musical é a autoridade que adquiriu na área. A gente pode criticar, detonar e esculhambar, mas não fazemos o trabalho que ela faz. Não que seja uma premonição de que "depois da RS não haverá nada melhor", mas se houver, será completamente baseado no projeto da revista, ainda que seja um anti-RS. Ela mostrou como fazer jornalismo musical e propagar a cultura pop no mundo.
4.12.08
Os Donos do Pedaço
Amplifika 4.12.08 1 opiniões
Tags: Britney, cobertura musical, jornalismo, Rolling Stone
25.11.08
TOP 100 RS II
Ainda não deixei meu comentário sobre o ranking da Rolling Stone de novembro e antes que alguém fale que não aproveitamos essa "manancial de críticas"...
First of all: enquanto estamos a nos dilacerar por melhores posições para os nossos cantores favoritos, os editores da revista estão nos States recebendo os parabéns da RS internacional, em uma comemoração com a presença de Barack Obama!
Tá mentira... A questão, pequenos camponeses, é que as listas são feitas única e exclusivamente para causar polêmica, ou seja, para vender (siiiiiiim, capitalismo!). É preciso ser um bocado pretensioso para fazer um ranking e a Rolling Stone pode! Afinal, tem muita gente babando ovo para ela. Tô mentindo?
Para iniciar a análise... Credo! Que palavra horrível! Vamos mudar senão ninguém continua: Para esculhambar a Rolling Stone, deve-se admitir tal premissa: Nenhum ranking é objetivo, ou empírico. Mostre-me um ranking que seja a verdade kantiana (AI DONTI SPIQUI ABAUTI RELIDION) que eu te devoro!
Posso me deixar convencer pela lista por três motivos: ressonância, curiosidade e interesse.
A ressonância baseia-se em explorar o universo do leitor, o que ele já acredita e respeita, e usar como base da argumentação. Em outras palavras, ressonância é chover no molhado. Para exemplificar, tem coisa mais coxinha do que colocar Tom Jobim no topo da lista?
Fim da ressonância. Bóra para a curiosidade ou o post vai ficar gigante.
Se eu pensar que o fofo está atrás da batida perfeita, que é uma representação da voz dos morros, que já tocou com Sérgio Mendes e Otto, que isso, que aquilo... Ele é muito bom e merece estar na lista. O leitor da Rolling Stone que já está pregado na parede, aí diz:
"Ah, assim sim!"
Quando há uma coerência entre a personalidade e os atos (quando ele é "O cara") analisados em questão, temos um mito:
"Apesar de você, amanhã há de ser, outro dia..."(Para entender melhor o conceito de curiosidade, ler também os perfis de Daniela Mercury, Mano Brown e Genival Lacerda).
Último de tudo: o interesse. Nesse conceito reúnem-se os publicitários que sabem que as listas vendem e que querem vender os anúncios gigantes que vão na Rolling Stone, mas também a vontade do leitor de um enquadramento de idéias que lhe seja conveniente e gere uma economia de pensamento. O leitor da RS é alguém que tem que trabalhar, estudar, ler Kafka, assistir ao filme do Meirelles e ouvir todas as centenas de bandas novas que a RS apresenta todos os meses (nem vou dizer o que ele faz nas horas que deixa de ser poser) (AAAAAAAAAAIII, ácida!). Acontece que se a RS poupa ao leitor o trabalho de elaborar uma das milhares de opiniões sobre tudo o que ele tem que ter... Ótimo! Economia de muito tempo útil... Afinal, elaborar um ranking musical? Ninguém merece!
Amplifika 25.11.08 1 opiniões
Tags: Bossa Nova, cobertura musical, jornalismo, Listas, Rolling Stone, Top 100
10.11.08
Top 100 da RS I
O hábito de se fazer listas data desde antes de Cristo, quando um tal de Moisés recebeu as tábuas com os chamados "10 mandamentos". Deus podia ter mandado 11, 12, 15.. mas mandou 10. Ou seja, ele valorou e rankeou.
Amplifika 10.11.08 1 opiniões
Tags: Rolling Stone, The Beatles, Top 100
RS 25 - POLÍTICA NACIONAL II: Perfil de Arlindo Chinaglia, Presidente da Câmara dos Deputados
Na mesma edição em que apresenta um perfil do presidente do Senado, a Rolling Stone também fala do presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia.
Enquanto o primeiro baseava-se principalmente em uma entrevista com o próprio presidente do Senado, este foi feito a partir de pesquisa com várias outras fontes (incluindo “uma dezena de deputados”), o que resultou em uma descrição mais equilibrada e objetiva. Não que uma forma de fazer matéria seja melhor do que a outra; ambas são válidas e têm seus prós e contras.
O perfil de Garibaldi (presidente do Senado) talvez tenha abordado aspectos mais profundos de sua personalidade. No entanto, o direcionamento dado e a escolha das falas de outras fontes desmoralizaram-no ao insistir no aspecto “feio, simplório e burro”.
Chinaglia, por outro lado, foi retratado de uma forma que preservou sua dignidade. É homem irascível, explosivo, bronco, arrogante, como dizem os deputados, mas possui firmeza de princípios (como esses mesmos deputados admitem). A repórter Andrea Jubé Vianna relata vários episódios e medidas tomadas por ele no governo, muitos das quais responsáveis por criar desafetos ali. Essas envolvem cortes de gastos, esforços para encerrar as sessões na Câmara no horário certo para que não seja necessário pagar horas extras, aumento do ritmo de trabalho dos deputados, controle dos que costumam “cabular” em certas épocas.
A maioria dessas medidas é nobre, e todas vêm com uma explicação do presidente. Mas a repórter também não deixa de listar uma que vai contra essa corrente: o aumento da verba de gabinete dos deputados em quase R$10 mil mensais. Como as outras, ela também traz uma justificativa.
Esta matéria parece destinada a um público que entende alguma coisa de política, embora seja fácil de ser digerida e possa ser entendida mesmo pelos mais desligados.
Amplifika Comments (0 )
Tags: crítica política, Rolling Stone
29.10.08
RS 25 - POLÍTICA NACIONAL: Perfil de Garibaldi Alves, Presidente do Senado
Amplifika 29.10.08 Comments (0 )
Tags: crítica política, Rolling Stone
17.10.08
Visões da Cidade
Não, não essa (por falar nessa aí, tenho que comentar sobre a existência de uma foto em que uma das blogueiras do Amplifika personifica essa personagem mítica da Disney e do Lewis Carrol)! A Alice em questão, também não é a Alice Braga, embora tenha bastante a ver com isso de audiovisual. A Alice , dona do guia distribuido junto com a revista, é a personagem principal da série...Alice, produzida e reproduzida pela HBO Brasil:
"série inédita realizada em parceria com Gullane Filmes, produtora responsável por Bicho de Sete Cabeças. A direção geral é assinada pelo cearense Karim Aïnouz, conhecido por sucessos como O Céu de Suely, e pelo baiano Sérgio Machado, que tem no currículo filmes como Cidade Baixa. O novo produto faz parte de uma estratégia do canal de aumentar cada vez mais as produções nacionais.
Alice conta a história da personagem homônima que sai de Palmas, Tocantins, depois do pai se suicidar e vai para São Paulo receber uma pequena herança. Ao chegar na metrópole, a protagonista descobre um mundo nunca antes visto, conhece novas pessoas, vivencia diferentes emoções e, por isso, decide ficar mais tempo na capital paulista. " (retirado de : http://www.revistaparadoxo.com/materia.php?ido=4802)
Você deve estar se perguntando, por que, raios,eu não escrevi uma resenha da série por mim mesma? E eu respondo prontamente: porque nunca assisti a um capítulo dela! Não tenho HBO , nem em casa, nem na república! Escutei falar muito por cima sobre a série.E, mesmo com a sua estréia, não escutei nenhum comentário sobre ela, nem mesmo a mídia falou tanto dela, o que pode significar duas coisas; 1. só tenho amigo pobre que não tem HBO ou 2. a série não fez lá tanto sucesso. A primeira opção pode ser bastante verdadeira, porém, creio que a segunda prevaleça.(eu sei que esse argumento é falacioso, mas ... não tirem o seu mérito!)
Então, fica a pergunta : Por que a Rolling Stone resolveu fazer um suplemento sobre uma série que não tá fazendo algum sucesso??Por quê? Resposta única e válida: porque a série é .... hyppe. Porque é algo cult, foi filmada e dirigida por diretores de filmes brasileiros que foram aclamados pela crítica, fala sobre São Paulo, a nossa própria megalópole global, a nossa própria Nova York. Uau, a série é quase um... Sex and The City!!
Escutei falar que um Nova-yorkino fica fulo da vida quando se diz pra ele que a visão que você tem da cidade dele veio de Sex and The City ou de Friends! Posso entender o estresse com os clichês!
O que nos leva ao começo do post, em que falei sobre São Paulo. Antes de falar sobre o suplemento da revista em si, preciso falar da minha relação com Sampa (sim, eu vou virar o Diogo Mainardi um dia!). Sou paulista, mas não paulistana. Nasci em Santos, litoral. E viajava ocasionalmente para São Paulo, para emocionantes eventos sociais...ok, bem menos... eram apenas festas de aniversários dos meus priminhos e/ou tios. Embora já tenha vindo fazer um passeio bem coxinha que começou no Mercadão e terminou no Parque do Ibirapuera em baixo de um frio de raxar. Bem, para mim São Paulo era a cidade da cultura, a cidade em que tudo acontece, o lugar em que tem as melhores baladas, os melhores shows, as melhores cabeças pensantes ou não, os caras mais gatos. Enfim, era quase minha Pasárgada!
Passei na USP (felicidades pra mim!), e passei também a ir mais pra São Paulo que nunca. Lógico, a minha faculdade agora é lá(ou aqui, não sei aonde lerá esse post!). O que acabou resignificando todas as minhas idéias e todo o meu recorte sobre a cidade. Isso quer dizer que, peguei todos aqueles pensamentos que tinha e comecei a falar um "Not thaat much!" pra eles. No começo desse ano me mudei pra Sampa, e agora, com quase um ano morando nessa cidade, posso afirmar que.. ela não é todo esse Glamour.
Glamour que a mídia tenta perpetuar sempre, seja em forma de imagens ou de palavras imagéticas. Isso tudo mexe com o imaginário daqueles que nunca colocaram o pé nas calçadas, que no momento passam por uma reforma enoorme, da av. Paulista. E isso nos faz voltar (a mestra em pensamentos circulares!!) para a Rolling Stone e seu suplemento! A idéia dele é mostrar a visão da cidade a partir da personagem Alice.
Comecemos do príncipio, e quando chegarmos no fim, paramos (só para parafrasear a Alice-Disney). A "revistinha" não é assinada. Isso não é um choque tão grande, tudo bem as matérias não serem assinadas. Mas, o suplemento não tem nem o expediente. O que me faz pensar que... ele foi criado por fantasmas camaradas. Ou... que foi coisa da HBO de fazê-lo! Como odeio teorias conspiratórias, prefiro a idéia de que fantasmas legais e super hyppes escreveram as (cof-cof) matérias.
A primeira página da revista contém uma "carta" assinada pela personagem, e contém o email dela, embaixo da assinatura! Me pergunto se alguém mandará um email pra personagem reclamando sobre o que ela escreveu. Dessa parte destaco o último parágrafo : "Nas próximas páginas, segue uma lista de shows, lojas, clubs, bares, restaurantes e dicas.Um guia para ajudar aqueles de primeira viagem, como eu, a entender e estender, ao máximo, a sua passagem por aqui [São Paulo].E, para aqueles que são daqui, espero que minhas dicas possam ajudá-los a sorrir nesta metrópole que não pára nunca. Prepare-se para ser arrebatado ao infinito." Atente a frase em negrito: sim, isso é um clichê! Uma idéia fixa de que São Paulo é uma cidade que não dorme, logo, todos os seus habitantes não dormem! Isso...amigos... é uma falácia! Falácia de Pressuposição! Na falta de uma premissa, usou-se essa pressuposição sobre a cidade de São Paulo! O fato da cidade ter muitos bares e baladas não indica que ela nunca dorme, visto que, por exemplo, o metrô pára de funcionar durante a madrugada! São Paulo não é por inteira.. 24 hrs ligada!
Na segunda página, o "índice", já se percebe que a São Paulo que será mostrada nesse Guia não é a "verdadeira", não é a complexa São Paulo de mais de 10 milhões de habitantes, é a São Paulo superficial dos turistas e do imaginário das pessoas que não moram lá. É a faceta bonita de Sampa. Esse não é o problema do Guia, até porque, se pensarmos que se trata de uma revista existente em todo o país, o guia tem que ser bastante... turístico. O que incomodou foi a intenção dele! Um dos textos do índice contém a seguinte frase : "A São Paulo que você descobre dia a dia, lugar por lugar, esconderijo por esconderijo." Quando, na verdade, se trata de um guia como outro qualquer da cidade. Ele não vai apresentar para a gente um lugar super-obscuro da cena paulistana, não vai mostrar aquela rua linda que ninguém conhece ou uma galeria de arte com novos quadros de novos pintores da cidade. Não! Ele vai mostrar pra você o que todo mundo já mostrou: Parque do Ibirapuera, Galeria do Rock, Sebo do Messias, Brechó Minha Avó Tinha e o Studio SP! Até eu que não era de São Paulo conhecia esses lugares, antes mesmo de passar na USP!!!
Parque do Ibirapuera : um dos Esconderijos de São Paulo, segundo Alice.
Esse conflito de discursos acontece bastante na própria Rolling Stone, revista, que se diz uma porta voz do mundo da música, ou melhor, de "Tudo o que importa!" (slogan da revista!), quando apenas, mostra apenas o mundo do pop. E, se a gente for pensar bem, acontece com a maioria dos meios jornalísticos. Alguns proclamam-se donos da verdade, quando se empenham em mostrar uma pequena parte dela. É o que mais me irrita no jornalismo, esse misto de hiporcrisia e esquizofrenia!
Vamos às páginas seguintes, a primeira parte é o "Guia SP", o título dessa matéria é "Mil Lugares". O que corrobora a minha opinião escrita alguns parágrafos acima, de que, eles tão MENTINDO. Já que mostrarão os lugares mais conhecidos da cidade. Os textos parecem bastante com releases , mostram onde ficam os lugares o contato para eles. E.. os "mil lugares" escolhidos foram ...12: o Sebo do Messias, a Galeria do Rock, Studio SP, Clube Berlin (uma baladinha do centro/barra funda, perto da casa de uma das blogueiras do Amplifika, by the way), Ibotirama (um boteco da Augusta) , o Parque do Ibirapuera, a Feira da Benedito Calixto (essa é perto da minha casa), Lanchonete da Cidade, Brechó Minha Vó Tinha, Milo Garage ("uma das noites mais simpáticas da cidade", na Consolação), um bar da Praça Roosevelt, e o CB (uma cervejaria da barra funda). Analisem que a gama de lugares não beneficiou lugares como..a Zona Leste, ou até mesmo o tão famoso Itaim Bibi.Opa, acho que não eram tantos "esconderijos" assim! Esse guia inteiro acaba criando uma "Falácia de Divisão", pois ele pega umas partes da cidade e mostra como se fossem toda ela!!
Mas... o melhor, quer dizer, o mais engraçado, ainda está por vir. A próxima sessão se chama "P&R", e se trata de (nossa nem sei como escrever isso sem parecer muito patético) uma enstrevista com a personagem!!!!! Por favor, entendam toda a minha ironia ao escrever isso! Não tem como não ser irônica ao pensar que gastaram páginas e diagramação, numa entrevista com uma... personagem fictícia. Se ainda fosse uma entrevista com a Alice do Carrol, ainda ía. Certeza que esta falaria coisas muito mais interessantes que aquela (como por exemplo, poderia me explicar qual era a sensação de mudar muitas vezes de tamanho.. e de cantar com as flores...)! Quer dizer, esse suplemento fez algo que nem aquelas revistas à la "Minha Novela" fazem! É um tipo de promoção desnecessária à série. Sem contar que não é nada jornalístico, já que, não se trata de uma entrevista com uma pessoa real! É apenas uma forma "diferente" de se re-e-contar o enredo da série. Enredo que já é mostrado a exaustão durante a "revistinha".
Próxima sessão: "Top 20", com os SETE melhores shows que ocorrerão na cidade. Eu juro que prefiro não comentar sobre esse erro. Nem sobre o erro de eles não terem colocado o número 6 no box "Mais sensações", usando o numero 3 de forma repetida! Quero , antes de tudo, destacar as últimas frases da linha fina desta sessão : "Quer dançar? Impressionar? Comprar? Fazer amigos? Causar boa impressão? Siga o caminho da felicidade" Assim, isso fora de contexto parece uma chamada da revista Capricho.
Novamente, observa-se a presença de textos parecendo releases sobre as bandas que farão os shows. Agora, um detalhe, além de dizer quando e o contato dos lugares onde acontecerão os shows, eles colocaram um link do MySpace das bandas/artistas, o que é bem legal, e colocaram... um tópico diferente em cada artista. Por exemplo, sobre o show do Kanye West, tem o quando, o ouça agora, e um... "vista-se" com a indicação de uma loja que tem roupas parecidas com o estilo do cantor. Sim, eles conseguiram colocar mais um espaço para vendas. Esse guia todo parece uma grande propaganda, contendo dentro dela, pequenas propagandinhas. A grande propaganda é, logicamente, da série, e as pequenas, são desses lugares. As ligações entre o artista e os lugares são forçadas. Na parte do show da KT Tunstall, tem um tópico chamado "Sua Trilha", com uma propaganda da 2001 Vídeo!! Juro!! Existem sim tendÊncias falaciosas nessas ligações um tanto incoerentes, o que o Marcelo Camelo tem a ver com o MAM??
Próximas páginas, contam com uma crônica/narrativa . A sessão se chama "12 horas". O nome do texto é "Aquela Noite- A saga de Alice à procura de baladas". Sobre o texto, não falarei nada. Agora, sobre os lugares em que Alice está no texto, posso, com certeza falar. Porque são lugares que vou! Ela começa o texto no cruzamento da Av. Paulista com a Rua Augusta, ela desce a Augusta, vai até o Espaço Unibanco"ponto de encontro de cinéfilos em busca de novidades e uma certa paquera", qualquer cinéfilo de Sampa sabe que o verdadeiro cinema em que eles estão reunidos é o HSBC Belas Artes, ali perto, na Rua da Consolação, ela pára para comer n´O Pedaço da Pizza (lugar ótimo, se quer saber) , ela entra no Center 3, no Multiplex Playarte Bristol, onde toma um café na Starbucks, volta para ver o filme, enfrenta uma fila, depois vai para o Studio SP, lá embaixo da Augusta. E de lá, vai tomar café no BlackDog. Se alguém me disser que dentro desse passeio todo existe alguma poesia, vai ter que me mostrar a poesia com todas as letras. Eles tentam mostrar a noite da cidade como algo excitante e novo, como... algo cosmopolita. Talvez por se tratar de um local que sempre vou, esse texto teve o efeito contrário em mim, me deixando com mais raiva desse exagero para com a noite da cidade.
Rua Augusta: o lugar onde tudo [???] acontece
Na sessão seguinte, temos dicas de filmes que passarão na 32º Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Evento em que, impressionantemente, Alice começa a trabalhar na série. Essa parte aparece com uma seleção de quatro filmes que você "tem que ver" na Mostra. É muita presunção achar que eles sabem o que é bom dentro de uma Mostra enorme. Mas, considerando que eles já ditaram aonde você deve ir de dia e de noite em Sampa, acredito que mais um tipo de dica não fará mal a ninguém.
Logo após essa parte "Filmes-cult", temos a sessão "Álbum", sob o título "Olhares", temos fotos clichezentas de pontos turísticos de São Paulo. A única foto com um ponto de vista mais ou menos diferente do convencional, é a foto da Avenida São João. Inclusive que podia ficar horas escrevendo sobre como essa música "Sampa" molda olhares sobre a cidade. A avenida Ipiranga com a São João é apenas mais uma de milhares de esquinas de São Paulo, mas, como aconteceu com a própria cidade, ela foi mitificada. Nesse suplemento conseguimos ver a força que é o mito da cidade de São Paulo.
A próxima, e penúltima parte, mostra a ficha técnica, com a galera dos bastidores da séries. Então, tem-se as fichas técnicas mesmo dos atores e diretores da série. E, como um caso de hipermídia, é a série falando dela mesma. Num guia escrito pela personagem, ela deixa as ultimas paginas para falar daqueles que a criaram, daqueles que estão por trás de sua realidade falsa. A revistinha acaba então, de maneira circular, com uma sessão chamada "Ressaca", com algumas dicas de Alice (10, para ser mais clara, e mais clichezenta) para o dia-seguinte após a bebedeira. É o primeiro toque de humor que temos na revista inteira, pena que é só no final dela!
Bem.. a conclusão que cheguei: o mundo tá se acabando, o meio ambiente se esvaindo, e a Rolling Stone desperdiça papel com um guia que não serve para nada, além de promover uma série que já está acabando na HBO! Esse guia não serve para pessoas que não moram na cidade, já que mostra lugares que elas nunca irão, e lugares conhecidos demais; e não serve para alguém que mora , efetivamente, na cidade, porque ele repete informações já sabidas de forma ...forçada. É como uma grande propaganda, como eu já disse alguns parágrafos acima.
Para encerrar, tenho uma idéia pra Rolling Stone do mês de Novembro: fazer um guia do Leblon, escrito pela Helena de "Mulheres Apaixonadas", aproveitando o fato de a novela estar passando no Vale-a-Pena-Ver-De-Novo.
Beijosmeliguem vocês da Rolling Stone!
Amplifika 17.10.08 1 opiniões
Tags: Alice, HBO, Rolling Stone, São Paulo, Suplemento
4.10.08
Os Desafinados
Os Desafinados de Walter Lima Jr. está nos cinemas e ao invés de fazer eu mesma uma crítica do filme, utilizo da crítica da Rolling Stone para explicar qual foi (também) minha impressão do filme:
Rolling Stone – Filme – Por Pablo Miyazawa
Concordo, mas acho que a Rolling Stone amenizou a crítica. Talvez por ser de Walter Lima Jr., ou pela atuação de Rodrigo Santoro, ou por Selton Mello, ou por ser Bossa Nova e o gênero estar comemorando 50 aninhos, ou mesmo por se tratar da elite da música brasileira, acontece que o filme é bem fraquinho... Mesmo para o dito cinema cult... Ele é deveras longo e as cenas não são instigantes, ou mesmo necessárias para o filme.
Outra coisa: que final foi aquele? Realmente podia ter ficado sem ele, pois pelo menos a crítica em relação a duração não existiria! Não vou contar o final, ok? Tirando isso... Assistir a filmes com música é seeeempre bom! Mas, já é esperado este tipo de comentário de um blog de música...
Obs: Este post é parcial e falacioso e baseia-se unicamente na minha impressão sobre o
filme. Para comprovar, utilizo o exemplo que foi utilizado na minha argumentação:“Será que seria para manter o “dubitundaaauuu” da bossa? Acho que não...”
Trata-se claramente de uma falácia: (considerações não-racionais de caráter persuasivo). O tipo de falso argumento que utilizei é claramente uma Pergunta Complexa, pois até eu mesma após ler este absurdo tendencioso e cruel, fiquei muito tempo tentando entender a complexidade da
palavra “dubitundaaauuu”. Muito complexo.
Não confie em mim e vá assistir ao filme você mesmo!
Amplifika 4.10.08 Comments (0 )
Tags: Bossa Nova, Cinema, Rolling Stone
28.9.08
Rolling Stone : Satisfaction?!
Amplifika 28.9.08 1 opiniões
Tags: Rolling Stone
23.9.08
Amy TooMuchWine-House
Não é novidade que a Rolling Stone tem as melhores entrevistas do mundo (É exagero!), mas dá para entender as razões! A fórmula:
entrevistado
artista a cada edição até ele ficar com raiva e decidir dar a entrevista
para ser superior
Então, sem mais, (um dia ainda colocaremos trechos da história do Truman Capote e do Andy Warhol, mas fica para depois), quero fala sobre ela: Amy Winehouse. A diva do R&B que está ficando louca e, por isso, vai virar um mito.
Na Rolling Stone Brasil do último mês, a fofa aparece com o rostinho estampado e devastado pelo estrondoso sucesso (e algumas outras coisinhas) na capa. E vamos para entrevista... Que não é uma entrevista! É uma reportagem, mistura de entrevista, narrativa e descritiva em que a repórter fala de uma noite que passou com a cantora, misturando informações sobre sua carreira.
Amplifika 23.9.08 1 opiniões
Tags: Amy Winehouse, Banana Split, Rolling Stone


